Saudações! Bem-vindo ao meu planeta, caro internauta! Aqui, neste "blogmundo", você encontrará os mais exóticos espécimes de gêneros textuais! Alguns são divertidos, outros emocionantes! Outros, porém, podem abrir tua mente e mostrar que educação, informação, diversão e cultura podem conviver harmoniosamente em um mesmo espaço ou por todo o universo! Além de textos de minha própria autoria, você encontrará textos de autores consagrados também! (Contato: profirmeza@gmail.com)
quinta-feira, 28 de julho de 2011
DESABAFO (MARCELO D2)
"Deixa, deixa, deixa, eu dizer o que penso dessa vida, preciso demais desabafar..."
Eu já falei que tenho algo a dizer, e disse
Que falador passa mal e você me disse
Que cada um vai colher o que plantou
Porque raiz sem alma como o flip falou, é triste
A minha busca é na batida perfeita
Sei que nem tudo tá certo mas com calma se ajeita
Por um mundo melhor eu mantenho minha fé
Menos desigualdade, menos tiro no pé
Andam dizendo que o bem vence o mal
Por aqui vo torcendo pra chegar no final
É,quanto mais fé,mais religião
Amor que mata, reza, reza ou mata em vão
Me contam coisas como se fossem corpos,
Ou realmente são corpos,todas aquelas coisas
Deixa pra lá eu devo tá viajando
Enquanto eu falo besteira, nego vai se matando
Então
[refrão]
"Deixa, deixa, deixa, eu dizer o que penso dessa vida, preciso demais desabafar.. 2x
Ok,então vamo lá,diz
Tu quer a paz,eu quero também,
Mas o estado não tem direito de matar ninguem
Aqui não tem pena morte mas segue o pensamento
O desejo de matar de um Capitão Nascimento
Que,sem treinamento se mostra incompetente
O cidadão por outro lado se diz,impotente,mas
A impotência não é uma escolha também
De assumir a própria responsabilidade
Hein?
Que cê tem e mente,se é que tem algo em mente
Porque a bala vai acabar ricocheteando na gente
Grandes planos,paparazzo demais
O que vale é o que você tem,e não o que você faz
Celebridade é artista,artista que não faz arte
Paga um como Pilatos achando que já fez sua parte
Deixa pra lá,eu continuo viajando
Enquanto eu falo besteira nego vai,vai
Então deixa...
[refrão]
"Deixa, deixa, deixa, eu dizer o que penso dessa vida, preciso demais desabafar.. 2x
segunda-feira, 25 de julho de 2011
CLASSES DE PALAVRAS BLUES (PROFIRMEZA)
http://www.youtube.com/watch?v=NY7J2VqUoeo
CLASSES DE PALAVRAS BLUES - PROFIRMEZA
SUBSTANTIVO: DÁ NOME AS COISAS
ADJETIVO: DÁ QUALIDADE
VERBO: É AÇÃO, ESTADO OU FENÔMENO DA NATUREZA
E O PRONOME: SUBSTITUI O SUBSTANTIVO
E EVITA A REPETIÇÃO
O ADVÉRBIO: É AMIGO DO VERBO
E INDICA MODO, INTENSIDADE, TEMPO...
ELE É UM AMIGÃO! ELE É UM AMIGÃO!
A PREPOSIÇÃO: LIGA PALAVRAS
A CONJUNÇÃO: LIGA ORAÇÕES
ELAS SÃO TÃO LEGAIS...
E O NUMERAL: É PRA CONTAR
A INTERJEIÇÃO: É PRA SE EMOCIONAR
CLASSES DE PALAVRAS
VAMOS ESTUDAR
SUBSTANTIVO
ADJETIVO
PRONOME
VERBO
NÃO ESQUEÇA DO ARTIGO
PREPOSIÇÃO
E CONJUNÇÃO
E AINDA TEM A INTERJEIÇÃO
E PRA ACABAR
O ADVÉRBIO E O NUMERAL
ENCERRAM A NOSSA LIÇÃO
ADJETIVO: DÁ QUALIDADE
VERBO: É AÇÃO, ESTADO OU FENÔMENO DA NATUREZA
E O PRONOME: SUBSTITUI O SUBSTANTIVO
E EVITA A REPETIÇÃO
O ADVÉRBIO: É AMIGO DO VERBO
E INDICA MODO, INTENSIDADE, TEMPO...
ELE É UM AMIGÃO! ELE É UM AMIGÃO!
A PREPOSIÇÃO: LIGA PALAVRAS
A CONJUNÇÃO: LIGA ORAÇÕES
ELAS SÃO TÃO LEGAIS...
E O NUMERAL: É PRA CONTAR
A INTERJEIÇÃO: É PRA SE EMOCIONAR
CLASSES DE PALAVRAS
VAMOS ESTUDAR
SUBSTANTIVO
ADJETIVO
PRONOME
VERBO
NÃO ESQUEÇA DO ARTIGO
PREPOSIÇÃO
E CONJUNÇÃO
E AINDA TEM A INTERJEIÇÃO
E PRA ACABAR
O ADVÉRBIO E O NUMERAL
ENCERRAM A NOSSA LIÇÃO
sábado, 2 de julho de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
A LEI DO SILÊNCIO (WALCYR CARRASCO)

Três horas da manhã. O vizinho está dando uma festa anos 70. Não fui convidado. Mas é como se estivesse lá dentro. O som invade meu quarto. Faço as contas: pela seleção musical, a turma deve andar na maturidade. Quanto tempo um bando de cinqüentões agüenta ficar saltitando na sala? Eis a resposta: muito! Muitíssimo! A música só pára depois das 4. Volto às cobertas. Inicia-se uma sucessão de barulhos de alarmes de carros sendo desligados. Piiii. Pum. Uóóóóó. Suporto, esperançoso. Os convidados partem! Oh, não! Um grupo fica na minha esquina. Conversando em altos brados. Rindo. Dá vontade de atirar uma bacia d'água! Reflito:
– Impossível resistirem tanto tempo no frio.
Quem disse? Fazem piadas. Flertam. Marcam encontros. Finalmente, quando vão embora, meus olhos ardem. Caio na cama. Acordo poucas horas depois com o ruído de uma serra elétrica. É a obra do vizinho da frente. Em pleno sábado. Cedo! Depois da 1 da tarde, vou falar com o mestre-de-obras.
– Vocês já deviam ter parado.
– É que a gente está com pressa de terminar.
Eu, como fico?
Uma outra casa tem um cachorrinho que late e geme a noite toda. Noite após noite! Nunca ouvi os moradores pedirem para ficar quieto. O cachorro não tem culpa. Os donos deviam estar atentos! Soube de uma obra, recentemente, em um apartamento gigantesco no centro da cidade, onde o morador de baixo chamou a polícia para parar com as marteladas fora de horário. O de cima, ofendidíssimo, ameaçou pular no seu pescoço, porque estava atrapalhando a reforma! Sem falar nas obras públicas. Alguém já enfrentou mudanças na tubulação de gás, com a britadeira na calçada durante a noite inteira? Já passei por isso, durante uns quinze dias. Depois de me revirar na cama durante horas, eu me levantava. Impossível ler. Sentava na sala, esperando o dia. Paravam de manhãzinha. Era tão ruim que eu até ficava aliviado com o barulho do congestionamento!
A questão do silêncio não se restringe a obras, cães e festas. Outro dia dei carona a um casal, depois de uma reunião de trabalho. O rapaz sentou no banco de trás. Ligou o celular. Percorremos uns 10 quilômetros até um shopping. Estacionei. Descemos. Entramos em uma doceria. Ela pediu por ele. Sentamos. Ele continuava na ligação. Esbravejando:
– Veja lá o que está acontecendo! Assim não dá!
Eu e a moça não conseguíamos falar, tal a altura da conversa. Comemos o bolo à espera para falarmos de nossos próprios negócios. Ele desligou. Respirei fundo. Cedo demais! O marmanjo iniciou nova ligação!
Um amigo quase perdeu os tímpanos no elevador. Três senhoras conversavam, uma tentando falar mais alto que a outra.
– Espera, deixa que eu tenho uma coisa para contar...
– Só quero terminar o que estava dizendo...
– Ih! Sabem do que me lembrei?
Ao chegar ao térreo, o rapaz estava zonzo!
Há pessoas que falam alto até no ambiente de trabalho. Em uma redação, havia uma jornalista com voz tão estridente que o crítico de cinema comentava:
– A dublagem devia ser obrigatória!
Já presenciei dois vizinhos de apartamento discutindo. O de cima tocava bateria.
– Ensaio com meus filhos, é uma forma de estarmos juntos, em família!
O outro nem sabia o que dizer: como impedir a união entre pais e filhos?
Ninguém percebe que os outros precisam dormir, que voz alta incomoda? Às vezes, tudo que quero na vida é ficar em paz, bem quietinho. Diz o antigo ditado: "A palavra é prata, o silêncio é ouro". Por mais valioso que seja, o silêncio não costuma ser respeitado como merece!
CHIQUE NO ÚLTIMO (WALCYR CARRASCO)

Todo mundo gosta de ser chique. Até quem finge não se importar com isso. Ninguém gosta de espetar a coxa de frango com o garfo e vê-la sair voando para o prato do vizinho. Ou de chegar a uma festa de camiseta e descobrir que os convidados estão de paletó e gravata. Os esnobes costumam dizer:
– Ser chique é ser simples! É ser quem você é.
Puro disfarce! As peruas não querem confessar as horas torturantes no cabeleireiro, os pavões fingem não se importar, enquanto exibem a gravata de grife. Constatei que estava por fora quando uns amigos foram jantar em casa. Servi o vinho. Adoraram. Não resisti:
– É um vinho baratíssimo!
Contei o preço, orgulhoso de minha descoberta. Silêncio geral. Um amigo, enólogo, pegou a garrafa, examinou o rótulo.
– Certamente é de segunda linha! – concluiu.
Quase entrei embaixo da mesa. Não podia ter fechado o bico? Fingido que havia pago 1.000 dólares a garrafa? Oh, língua!
– Chique é nunca falar quanto custa alguma coisa! – aconselhou outro conviva.
Em seguida, foi além. Eu havia colocado as facas do modo errado, com o corte para fora. Uma gafe.
– O corte tem de ficar para dentro. Senão, é muito agressivo.
– Agressivo? Vão pensar que pretendo assassinar alguém? – rosnei.
E chique é dar lição de etiqueta ao dono da casa? Francamente!
Às vezes acho que tentar ser elegante é o melhor jeito de enlouquecer! Dia desses, descobri um grupo na internet – mais precisamente, uma comunidade do Orkut – sobre o que é ser chique. Tem mais de 1.500 pessoas! Ficam batendo papo, trocando dicas. Entrei em uma discussão sobre magreza. Bem a propósito. Nos últimos tempos, a humanidade parece acreditar que bonito é ser esguio como um fio de macarrão cozido. Bonito até pode ser, mas sexy... A discussão pegou fogo. Alguém argumentou:
– Mas o Jô Soares é chique!
Bingo! Ninguém pode argumentar que o gordo mais famoso do país não seja elegante. Tem estilo. Veio o toque decisivo.
– Há uma porção de modelos magérrimas que não podem abrir a boca!
Uma das participantes confessou:
– O salão de beleza é minha segunda casa!
Outra contrapôs:
– Bom é assumir os cabelos cacheados!
Fiquei pensando: por que tantas mulheres veneram cabelos lisos? Escaldam a cabeça. Fazem chapinha?
Acompanhei uma longa discussão sobre se escarpim alto combina com saia curta. A conclusão foi: sim! Desde que seja preto com saia escura.
Gravata com camisa de manga curta? Reprovadíssimo! Pior mesmo, homem de bermuda, sapato social e meia esticadinha. Horror dos horrores, a bolsa pochete.
– Ainda mais de couro! – alvejou uma garota.
Comprovei: pantufas têm seu charme. Existem de leõezinhos, de joaninhas, de cãezinhos.
– Tenho uma de sapinhos que levo para todo lugar. Uma porção de gente quer saber onde comprei! – revelou uma jovem.
Um tema conquistou a unanimidade: adesivo de carro é brega. O grupo da internet fez um ranking dos piores:
"Nas curvas do teu corpo capotei meu coração".
"Aqui só entra avião".
"Nóis capota mais num breca".
"Tá véio mais tá pago".
Todo mundo fez piada. Até que uma garota confessou:
– Sempre tive horror de adesivo de carro. Mas não resisti e botei a foto de meu cachorrinho colada, bem no cantinho...
Unanimidade geral novamente: cachorrinho pode! Gostei. Não passo o tempo todo querendo ser chique. Também, não pretendo ser confundido com um homem das cavernas! Ser chique pode não ser a coisa mais importante do mundo. Mas que é gostoso... ah, é!
GENTILEZA AO AVESSO (WALCYR CARRASCO)

Não me conformo com certos comentários corteses. Havia um bom tempo, eu estava jogando vôlei. Saltei para rebater a bola. Aterrissei na quadra de cimento. Ralei a perna. Fui para o banco. A coxa em chamas. Que felicidade! Veio um colega. Deu o maior apoio:
– Não foi nada.
Como? Nem podia sofrer em paz? Já vi a situação se repetir mil vezes. A criança cai de boca no chão do shopping. A mãe garante que "não foi nada!". A modelo desaba na passarela. Tornozelo torcido. O contrato, confete. Sempre há um simpático para garantir que não é nada, nada!
Pior é velório. A pessoa com o coração partido. Chega alguém, animador:
– Não chore!
Ué, não pode chorar? Deveria estar jogando uma partida de pingue-pongue? Toda vez que perdi alguma pessoa querida e ouvi esse conselho, tive vontade de sair no tapa.
Se na casa alheia servem um prato pavoroso? Já me aconteceu. Era uma torta de frango com gosto de sapato velho. Cada pedacinho deslizava pela minha garganta feito um pedregulho! Engoli tudo, para não fazer desfeita. A anfitriã colocou outra fatia no meu prato.
– Coma mais um pedacinho!
Ah, frase trágica! Que fazer com a torta? Queria enfiar no bolso, disfarçadamente! Mas, se alguém visse, ainda ia dizer que estava levando comida para casa!
Também fico fora de mim ao ouvir:
– Até que você não está tão mal assim!
Esse mimo costuma ser dito justamente quando a gente tenta cavar um elogio. Chego a um coquetel de mangas arregaçadas, jeans e tênis. Todos os outros convidados estão de terno. Para me sentir à vontade, comento com a garota que me recebe:
– Ih! Acho que errei o traje.
Vem a frase fatídica. Algum ser na face na Terra se acalma a ouvir tal consolo? Não estou tão mal assim? Fico com a sensação de estar péssimo! Existem várias adaptações, uma mais torturante que a outra.
– Você não dirige tão mal assim!
– Você não engordou tanto assim!
A pior de todas:
– Você não está tão velho assim! – quando dito por uma jovem, bem novinha, é doloroso!
Corro ao espelho. Os pés-de-galinha aumentaram?
O cheque volta. O mês está se espichando até o próximo salário! Procuro uma amiga. Não, não vou pedir dinheiro emprestado. Só ambiciono um ombro para me lamentar. Ela diz:
– Não se preocupe!
Belo consolo! Só se for doido! O conselho vem seguido de uma divagação filosófica:
– Não tem do que reclamar! Tem gente muito pior que você!
Sim, é verdade! Há uma multidão em situação ainda mais dramática. Mas e meu rombo no banco? Devo esquecer? Sair cantando pelas ruas?
A adolescente sai para a balada e avisa à mãe:
– Fique sossegada.
Ah, é? A pobre senhora vai ficar calmíssima, enquanto rola a madrugada? Ao amanhecer, a criatura chega trançando as pernas e comenta:
– Viu só? Tudo bem!
É a típica situação em que nada está bem. Não fica bem nem dizer uma coisa dessas! Mas ai da mãe que se rebelar diante da afirmação!
Até assaltantes praticam esse tipo de etiqueta. Um amigo foi pego em um seqüestro-relâmpago. No carro. O sujeito apontou o revólver. Garantiu:
– Nós tamo aqui numa boa. Fica tranqüilo.
Que beleza! Se estavam "numa boa", por que enfiar o cano no nariz!? Haja tranqüilidade!
Ao se separar, uma amiga entrou em guerra com o marido. Os dois quase se esganaram por causa da partilha dos bens. Até a posse do filho entrou na dança! Uma tia idosa quis dar uma força:
– Tudo vai dar certo, é questão de tempo!
Era a prova de que pior não podia ficar! Gentileza por gentileza, quando não há o que dizer, é melhor fugir de uma frase feita.
Assinar:
Postagens (Atom)




