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sexta-feira, 30 de abril de 2010

O que é HEMEROTECA?

Hemeroteca (do grego heméra, que significa "dia", mais théke, que significa "depósito" ou "colecção"), refere-se a qualquer coleção ou conjunto organizado de periódicos (jornais e/ou revistas). Pode ser uma seção de biblioteca apenas reservada à conservação de material escrito deste gênero, a uma coleção temática de recortes de jornais e revistas ou, mesmo, uma base de dados, em suporte informático, com material proveniente deste tipo de publicações.

FONTE: WIKIPEDIA

QUER CONHECER ALGUMAS HEMEROTECAS DIGITAIS? VISITE OS SITES ABAIXO E BOM DIVERTIMENTO!!!

http://www.cnfcp.gov.br/interna.php?ID_Secao=62

http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/

http://www.centrodememoria.unicamp.br/biblioteca/pesquihe.htm

http://sib.iesam-pa.edu.br/biblioteca_digital/hemeroteca.php

http://www.sagri.pa.gov.br/?q=node/259

http://www.hemeroteca.cce.ufsc.br/

http://www.correioescola.com.br/materias/dicas_materia_hemeroteca2.shtm

quarta-feira, 28 de abril de 2010

CARTUM -EXEMPLOS






CARICATURA - EXEMPLOS




CHARGES - EXEMPLOS










CHARGE, CARTUM E CARICATURA - DISTINÇÃO

A diferença entre caricatura, charge e cartum.

Por: STEGUN

Quando falamos em caricatura, inúmeros são os fatores sociais, culturais e históricos que contribuíram para o surgimento dessa forma de expressão. Uma simples definição não é o suficiente para passar a limpo a riqueza de informações que a caricatura, como linguagem gráfica, traz consigo.


De qualquer maneira, pretendo aqui explicar de modo mais simples possível, as características que diferem as principais formas de manifestação da caricatura como desenho de humor (caricatura pessoal, charge e cartum).
À saber, além do desenho, a caricatura é também expressa através da pintura, da escultura, do cinema, teatro, etc.


Voltando ao desenho de humor, muitas pessoas fazem confusão ao citar uma caricatura pessoal, uma charge ou um cartum.
Qual a diferença entre esses termos?


Caricatura: PopóA caricatura pessoal é uma das formas de expressão caricatural e se utiliza do exagero em determinadas características físicas da pessoa. É mais comum vermos o emprego do exagero nos traços da fisionomia da pessoa caricaturada mas pode-se eleger qualquer parte do corpo, bem como trejeitos para serem destacados no desenho. É muito importante exagerar mas sem esquecer de manter traços característicos que identifiquem a pessoa caricaturada.


Charge: aumento da gasolinaA charge e o cartum são outras duas formas de manifestação caricatural mas o foco principal nesses casos, é uma situação ou um determinado fato ocorrido.
A diferença entre a
charge e o cartum é que a primeira relata um fato ocorrido em uma época definida, dentro de um determinado contexto cultural, econômico e social específico e que depende do conhecimento desses fatores para ser entendida. Fora desse contexto ela provavelmente perderá sua força comunicativa, portanto é perecível. Justamente por conta desta característica, a charge tem um papel importantíssimo como registro histórico.


Cartum: Planeta ÁguaJá o cartum, ao contrário da charge, relata um fato universal que não depende do contexto específico de uma época ou cultura, sendo assim atemporal. Temas universais como o náufrago, o amante, o palhaço, a guerra, o bem x mau, são frequentemente explorados em cartuns. São temas que podem ser entendidos em qualquer parte do mundo por diferentes culturas em diferentes épocas. É comum vermos a ausência de textos em cartuns. São os chamados cartuns pantomímicosou cartuns mudos onde a idéia é representada somente pela expressão dos personagens no desenho sem que seja necessário o emprego de texto como suporte.



FONTE: http://fabricarica.2it.com.br


CHARGE, CARTUM E CARICATURA

Charge, Cartum e Caricatura
Rafael Lima

Rir de uma caricatura, comentar a charge do dia, lembrar daquele antigo pôster do Ziraldo todo mundo gosta. Mas a galera aí sabe a diferença entre charge, cartum e caricatura? Sabe o que é uma piada muda e o que é uma história em quadrinhos?


Vamos por partes, como um quebra-cabeça. Etimologia:charge vem do francês, carga. Como explica Jô Soaresno prefácio do livro do chargista Ique, Brasileiras & Brasileiros:


"Charge, carga, não da brigada, mas sempre ligeira, desafio infindável. Charge, carga, obrigação de ser mordaz com hora marcada." Mais simplesmente, "a chance de dar um tiro de canhão por dia", definição ouvida por este colunista num debate.


Cartoon, do inglês, cartão, tem origem num fato histórico. Em Londres, 1841, o príncipe Abbert encomendou uma série de desenhos para os novos murais de Westminster, e os artistas rejeitados, em represália, fizeram uma mostra de humor toda em cartão. A revista inglesa Punch, a mais antiga em humor do mundo, publicou os cartoons, dando novo significado à palavra. Aqui no Brasil, o cartoon ganhou jogo de cintura e virou cartum, como narra o pai da criança, Ziraldo:


"no Brasil, a gente tinha que grifar, já que era palavra estrangeira. Ficava uma coisa chata. Então eu fui falar com o Aurélio, contei a ele que tinha criado a palavra e ele disse que ia dicionarizá-la. Logo depois, em 1967, um diretor do Jornal dos Sportsque estava querendo fazer grandes mudanças me chamou para fazer um caderno de humor. No título já fui colocando a grafia nova: 'Cartum JS'". O neologismo apareceu pela primeira vez na revista Pererê, de fevereiro de 1964, do mesmo Ziraldo.


Parole, parole. Mas quem é quem nesse saco de gatos?Chico Caruso fez uma distinção bem clara, valendo-se de uma analogia cinematográfica (vai com aspas, mas a citação é de cabeça):


"Se você afasta a câmera, pegando o plano geral, sem detalhes, e a piada é universal, como a do náufrago, é um cartum."


Então todos aqueles desenhinhos sem palavras do Quino são cartuns, as vinhetas do Borjalo também e as marginais do Mad, feitas pelo Aragonés, idem.


"Se você aproxima a câmera, pegando o chamado plano americano -- da cintura pra cima -- e localiza a piada, aí é charge."


Fica fácil ver que todas essas piadas políticas, que aparecem nas manchetes ou nas páginas de opinião dos jornais são charges. Os quadrados que Ique, Chico e Paulo Caruso, Angeli, e Claudio Paiva ocupam ou ocuparam nos jornais do Rio e São Paulo foram sempre ocupados com charges.


"E se você fecha a câmera só na cabeça, o close, é caricatura." Ou seja, aqueles retratos deformados que fizeram o nome do Álvarus, do Cássio Loredano, do Liberati, do Al Hirschfeld naNew Yorker, do Nássara. Agora entendi.



An American Corrida
Peraí, mas e... os quadrinhos? Quadrinhos são coisa bem mais complexa, porque se valem de elementos da pintura, ilustração, literatura, cartum, charge, caricatura e até cinema, podendo trocar influências e idéias num toma lá dá cá que às vezes é só toma lá, às vezes é só dá cá. Além disso, como Will Eisner colocou em seu livro, quadrinhos são arte sequencial, ao contrário da charge e do cartum, que se resolvem em um só quadro. Bill Sienkievicz se notabilizou por usar a caricatura para caracterizar o lado grotesco de alguns personagens, utilizando diversas técnicas de pintura. Angeli usa a sequência, típica dos quadrinhos, em suas charges políticas. Aroeira usa outro elemento dos quadrinhos, o balão, fartamente em suas charges. Jaguar usa o balão em cartuns. Quando não há uso do balão num cartum, e o texto não aparece abaixo do desenho, como diálogo ou título, expediente comum a Carlos Estevão, o cartum é conhecido como piada muda.

O problema é que além de nem todas essas definições serem suficientemente claras, elas são arbitrárias. Existem para serem derrubadas até que se encontre algo melhor. E fluidas, porque ao intercambiarem seus elementos, misturam seus conceitos, tornando-se mais parecidas umas com as outras. É comum ouvir as pessoas falarem que o Chico Caruso é um caricaturista de mão cheia, o que não deixa de ser verdade. Lan, mais do que chargista político, é um ilustrador (ilustração: aquele desenho que diz em traços o que o texto diz em palavras) brilhante no uso da cor, cartazista e capista. A verdade é que, assim como as definições acima, o talento também é intercambiável, e quem é bom fazendo cartum também deve ser bom fazendo quadrinhos, caso do Henfil, e vice-versa. Os exemplos são intermináveis, como sempre foi a disposição do público para o desenho de humor


FONTE: www.digestivocultural.com


Caricatura - definição

Caricatura

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Caricatura é um desenho de um personagem da vida real, tal como políticos e artistas. Porém, a caricatura enfatiza e exagera as características da pessoa de uma forma humorística, assim como em algumas circunstâncias acentua gestos, vícios e hábitos particulares em cada indivíduo.

Historicamente a palavra caricatura vem do italiano caricare (carregar, no sentido de exagerar, aumentar algo em proporção).

A caricatura é a filha do expressionismo, onde o artista desvenda as impressões que a índole e a alma deixaram na face da pessoa.

A distorção e o uso de poucos traços são comuns na caricatura. Diz-se que uma boa caricatura pode ainda captar aspectos da personalidade de uma pessoa através do jogo com as formas. É comum sua utilização nas sátiras políticas; às vezes, esse termo pode ainda ser usado como sinônimo de grotesco (a imaginação do artista é priorizada em relação aos aspectos naturais) ou burlesco.

[editar]História e caricaturistas

Annibale Carracci foi um dos grandes expoentes da caricatura. É o pioneiro na História da Arte a utilizar-se dela, contrapondo-a à idealização.

Carracci, família de pintores italianos do fim do século XVI: Ludovico (Bolonha, 1555 - id., 1619) e seus dois primos Agostino (Bolonha, 1557 -Parma, 1602) e Annibale (Bolonha, 1560 - Roma, 1609) foram os decoradores da galeria do Palácio Farnese. Em 1585, fundaram em sua cidade natal uma escola onde se formaram grandes artistas do século XVII e que foi a origem do ecletismo acadêmico.

Artistas da Escola de Bologna também se destacam nessa forma de arte, como Domenichino e Guercino. Pier Leone Ghezzi (1674 - 1755) foi um dos primeiros a dedicar-se quase que integralmente à realização de caricaturas.

Levando-se em conta que os críticos costumam considerar atributos importantes de uma boa caricatura a máxima expressividade com o mínimo de traços, Gianlorenzo Bernini (1598 - 1680) é tido como um dos mais brilhantes caricaturistas.

É comum vermos caricaturas políticas em nossos jornais ou revistas. Entretanto, as sátiras sociais através de caricaturas já existiam principalmente a partir do século XVIII, realizadas por artistas de renome.

Os ingleses James Gillray (1757 - 1815) e Thomas Rowlandson (1756 - 1827) eram alguns desses artistas considerados brilhantes caricaturistas, que faziam o observador logo reconhecer a personalidade que estava sendo estereotipada.

Caricatura de Charles Darwin, 1871.

A agitação social da França do Século XIX foi um prato cheio para os caricaturistas do período. Destacam-se artistas como Honoré Daumier (1808- 1879), considerado um dos melhores do gênero, cuja vítima preferida era o governo de Luís Filipe (1773 - 1850). Seus trabalhos costumavam estar presentes no diário Le Charivari e no semanário La Caricature.

Caricatura de Daumier: Conferência de Londres de 1830, na qual foram redefinidas as fronteiras da Bélgica, Luxemburgo e Países Baixos. Daumier representa cada um dos embaixadores como um animal,destacando-se embaixador francês, Talleyrand, a lebre.

Artistas como Tiepolo, Puvvis de Chavannes e até Picasso, também têm trabalhos de caricatura. Monet, por exemplo, era caricaturista no início de sua carreira. É comum ainda o uso de elementos caricaturais nas artes gráficas contemporâneas.

Nos dias atuais, são vários os caricaturistas que se destacam internacionalmente, fazendo exposições e publicando na mídia impressa. Os maiores nomes sãoSebastian Kruger, Jan Opdebeeck, Mulatier entre outros.

[editar]No Brasil

No Brasil, Raul Pederneiras (Raul), Calixto Cordeiro (K. Lixto) e J. Carlos podem ser considerados os primeiros caricaturistas verdadeiramente brasileiros. Destacam-se também Nair de Tefé, a primeira mulher caricaturista do mundo, Henrique Fleiuss, Max Yantok, Millôr Fernandes, Lan, Chico Caruso, Cássio Loredano, Angelo Agostini, Cláudio Paiva, Angeli, Glauco Villas-Boas, Laerte, Ziraldo, Jaguar e Henfil, entre outros.

Charge - definição

Charge é um estilo de ilustração que tem por finalidade satirizar, por meio de uma caricatura, algum acontecimento atual com uma ou mais personagens envolvidas. A palavra é de origem francesa e significacarga, ou seja, exagera traços do caráter de alguém ou de algo para torná-lo burlesco. Muito utilizadas em críticas políticas no Brasil. Apesar de ser confundido com cartoon (ou cartum), que é uma palavra de origem inglesa, é considerado como algo totalmente diferente, pois ao contrário da charge, que sempre é uma crítica contundente, o cartoon retrata situações mais corriqueiras do dia-a-dia da sociedade.

Mais do que um simples desenho, a charge é uma crítica político-social onde o artista expressa graficamente sua visão sobre determinadas situações cotidianas através do humor e da sátira. Para entender uma charge não precisa ser necessariamente uma pessoa culta, basta estar por dentro do que acontece ao seu redor. A charge tem um alcance maior do que um editorial, por exemplo, por isso a charge, como desenho crítico, é temida pelos poderosos. Não é à toa que quando se estabelece censura em algum país, a charge é o primeiro alvo dos censores.

O termo charge vem do francês charger que significa carga, exagero ou, até mesmo ataque violento (carga de cavalaria). Isto significa aqui uma representação pirctográfica de caráter, como diz no primeiro parágrafo, burlesco e de caricaturas. É o cartoon, mas que satiriza um certo fato, como idéia, acontecimento, situação ou pessoa, envolvendo principalmente casos de caráter político que seja de conhecimento do público.

As charges foram criadas no princípio do século XIX (dezenove), por pessoas opostas a governos ou críticos políticos que queriam se expressar de forma jamais apresentada, inusitada. Foram reprimidos por governos (principalmente impérios), porém ganharam grande popularidade com a população, fato que acarretou sua existência até os tempos de hoje-em-dia.


fonte: wikipédia

terça-feira, 27 de abril de 2010

TÉCNICA DO SEMINÁRIO

Definição de Seminário

Seminário vem de “semen” – semear a semente – o que parece indicar que
o Seminário deve ser uma ocasião de “plantar” idéias ou favorecer a sua germinação.
Por isso mesmo o Seminário não se limita a uma mera informação. Deverá ser uma
fonte de pesquisa e de procura de novas soluções para os problemas apresentados.

Diz J. Francisco Oliver que

“um Seminário é a reunião do professor e seus alunos com objetivo de fazer
investigações próprias sobre pontos concretos da ciência a que se dedicam.
Não porque todos os que passam pelo Seminário vão ser cientistas, mas,
pelo menos, o que já é muito, fi carão com espírito científi co. (1997:83)”.

2 - Objetivos de sua utilização

• O Seminário tem uma fi nalidade principal: a de introduzir o educando na
pesquisa, na sistematização dos fatos, estruturando-os adequadamente
para a sua apresentação clara e documentada.

• Identifi car e aprofundar o estudo sistemático de problemas.

• Capacitar o educando a estudar por si.

• Permitir o domínio da metodologia científi ca, conferindo assim aos participantes,
um espírito científico.


3 - Etapas


1ª ETAPA - Seria então a de preparação, onde o professor:

• Anuncia os temas;

• As datas de apresentação;

• Indica bibliografia ou trabalhos de pesquisa básica;

• Orienta os alunos na formação dos grupos e o número de elementos em
cada um deles (de 4 a 6 alunos no máximo);

• Discute com a classe as formas de apresentação e avaliação do Seminário.


2ª ETAPA - O professor será o orientador dando a assistência a todos os grupos e
fornecendo as fontes de pesquisa. As informações devem responder às seguintes
perguntas feitas aos alunos:

• que é? – aqui o professor indica o título de trabalho de pesquisa;

• Para que é? – objetivo da pesquisa tendo em conta os grupos que atuarão
no Seminário;

• Como é? – pontos que os alunos dos grupos devem atentar na pesquisa;

• Quanto é? – ou seja, duração em tempo da apresentação da pesquisa,
assim como o número de páginas do trabalho;

• Quando é? – data certa para que a pesquisa seja ultimada;

• Onde é? – que fontes de leitura são sugeridas.


O roteiro que o aluno poderá seguir nas suas pesquisas deve partir:

• Dos Dicionários, onde ele encontra o signifi cado das palavras;

• Das Enciclopédias, onde ele consegue informações gerais sobre fatos,
coisas ou acontecimentos e valores;

• Da Bibliografi a, indicada pelo professor para o assunto;

• Dos Catálogos das Bibliotecas, como subsídio complementar ao aluno
para encontrar outras fontes alternativas, não indicadas, às vezes, pelo
professor.


3ª ETAPA - É a culminância da técnica, apresentação oral dos trabalhos.
O professor, neste 3º momento, é apenas um observador atento do desenvolvimento
das apresentações.


Vantagens na sua aplicação


• O Seminário fornece não apenas informação como estimula a reflexão e
dá oportunidade para uma livre troca de pensamentos e experiências.

• Ensina a utilização de instrumentos lógicos de trabalho intelectual, posto
que os expositores logo perceberão que, para serem bem compreendidos,
precisam dizer com propriedade e através de todos os códigos de
comunicação àquilo que estudaram.

• Introduzindo um sentimento de aprofundamento de assuntos importantes,
desenvolve o trabalho de grupo autônoma e cooperativamente;

• Desenvolve, nos alunos, o poder de comunicação e a capacidade de
avaliação crítica;

• É uma técnica “rica”, dada à diversidade de apresentações e de tipos de
esquemas que os alunos são capazes de conceber, se bem estimulados
pelos professores;

• Os alunos, com o Seminário aprendem, através de pesquisas, o que é
importante à classe, a fi m de enriquecer o próprio sistema de aprendizagem



FUNÇÕES DOS INTEGRANTES DE UM SEMINÁRIO


APRESENTADOR / MEDIADOR: é o responsável pela apresentação do grupo à platéia e do conteúdo a ser desenvolvido, como também de cada integrante. Também fica a cargo do apresentador a finalização do trabalho e os agradecimentos (Faz o papel de porta-voz e relações públicas do grupo);

EXPOSITOR: após a apresentação, o conteúdo do seminário será dividido entre os expositores, que possuem a função de analisar e aprofundar o conhecimento sobre tema do seminário (o expositor tem que estar preparado para qualquer pergunta que o assunto possa gerar em seu público e deve evidenciar seus trabalho com argumentos convincentes e bem fundamentados);

DEBATEDOR: e aquele que após o momento de exposição, abre espaço para o debate (como o próprio nome diz), onde a plateia pode realizar perguntar e expor suas dúvidas ou opiniões (Se for o caso, pois há seminários que são apenas de caráter expositivo, ou seja, não possuem momentos para debates).


Observações importantes

  • Os integrantes dividem as funções do grupo, mas isto não quer dizer que cada integrante tenha uma função restrita; como estamos nos referindo a um trabalho em grupo, a atuação da equipe, auxiliando e ajudando é importante, pois o objetivo é o "êxito do grupo" e não o "êxito individual" apenas (num seminário, o individualismo não é bem visto. Portanto, todos devem conhecer o seminário na íntegra. Neste gênero se divide as funções, os conteúdos, jamais o conhecimento).

  • Seminário não é leitura e nem "decoreba". Os alunos devem expor o resultado de suas pesquisas e estudos sobre determinado tema. Para evitarmos o nervosismo ou o famoso "deu branco", os integrantes podem utilizar um recurso semelhante ao dos apresentadores de programas de televisão: a ficha de tópicos, lista ou pauta, que consiste em uma enumeração bem resumida do assunto que palestrante irá discorrer - tal ficha deve ser consultada durante o seminário, auxiliando cada integrante na organização de seu discurso oral, porém, que fique claro, "consultar" jamais deve ser confundido com "ler a ficha ao público", isto não!

Exemplo de ficha:

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Seminário: gêneros textuais
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Conto:
  1. Enredo: apresentação, conflito, complicação (progressão), clímax e desfecho;
  2. Estrutura da narrativa: tipos de narradores; personagens principais e secundárias, protagonismo e antagonismo;
  3. Subgêneros: conto de fadas; conto maravilhoso; conto popular em prosa; conto de mistério e suspense;
  4. Principais autores clássicos: Esopo, irmãos Grimm, La Fontaine, entre outros;
  5. Autores da atualidade: Ricardo Azevedo, Heloísa Prieto, Ganimedes José entre outros;
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  • Cuidado com a "postura" e com a "linguagem" durante a apresentação do seminário, pois a inadequação de ambas pode comprometer a seriedade e a credibilidade de seu discurso para com a plateia, levando-os a pensamentos do tipo "Será que eles sabem mesmo o que estão dizendo?" ou "Estão tão inseguros daquilo que dizem que desconfio que esta fonte seja confiável?". Os gestos devem acompanhar o raciocínio, devem estar em coerência com aquilo que o palestrante diz, não devem ser exagerados, nem utilizados em excesso. Agora, se o seminarista não possui um bom domínio da linguagem gestual, é melhor que segure uma caneta ou folha de maneira estratégica, pois, além de limitar os gestos, transmitirá até um certo "charme intelectual" (Só não coloque a caneta na orelha, isto é totalmente cafona e não contribui para a estética de sua apresentação).

  • Voz: em um seminário a altura e a velocidade da voz devem estar em equilíbrio para atender as necessidades do espaço e da plateia. A voz deve respeitar as pausas do discurso e realizar ênfases em palavras-chaves do mesmo, afim de chamar a atenção da plateia para determinado aspecto importante para o entendimento. Voz muito baixa causará desinteresse e incompreensão; voz próxima ao grito pode provocar irritabilidade e desconforto nos ouvintes e voz estática, sem variações ou ênfases em momentos oportunos, poderá causar enfado e, até mesmo, sono. Portanto, é imprenscindível que haja um ensaio entre os membros do grupo e uma avaliação destes quesitos pelos mesmos, antes da apresentação propriamente dita.
Bom seminário e boa sorte!!! Você vai precisar!!! Ah! Ah! Ah!

Fonte: http://arquivos.unama.br (Com adaptações)



SEMINÁRIO

O que é (e o que não é) um seminário


Márcia Pontes
Profa. Assistente da FACED/UFBA


A cada semestre os seminários se repetem como os dias e as noites. Alguns são bons, ótimos e até brilhantes. Entretanto, alguns seminários deixam tanto a desejar que a sensação que se tem no final, é que houve um enorme desperdício de tempo tanto dos apresentadores como da platéia. Numa tentativa de ajudar os alunos das minhas disciplinas a se prepararem melhor para este evento, tenho apresentado algumas sugestões:


DEFINIÇÃO DE SEMINÁRIO


Segundo Juan Bordenave 1: "A palavra seminário tem a mesma etimologia de semente, o que parece indicar que o seminário deve ser uma ocasião de semear idéias ou de favorecer a sua germinação". Talvez seja por esta razão que nas Universidades o seminário constitui, em geral, não uma ocasião de mera informação, mas uma fonte de pesquisas e de procura de novas soluções para os problemas. Basicamente o seminário é um grupo de pessoas que se reúnem com o propósito de estudar um tema sob a direção de um professor ou autoridade na matéria. A sua finalidade é:


  • identificar problemas

  • examinar os seus diversos aspectos

  • levantar informações pertinentes

  • apresentar os resultados aos demais membros do grupo

  • receber comentários, críticas e sugestões dos companheiros e do professor

No seminário os alunos são os agentes da sua própria aprendizagem.


PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS DO GRUPO


Todos os membros devem conhecer tudo que for estudado/pesquisado sobre o tema. A fragmentação do tema em partes não permite uma compreensão adequada do mesmo e fica visível durante a apresentação que, nesses casos, é mecânica e artificial, além de criar um problema prático de deixar uma lacuna se um dos membros não comparecer no dia da apresentação.

Em princípio todos deveriam falar nas apresentações. Mas se um dos membros tem maiores dificuldades em relação a falar em público (timidez, dificuldade de expressão) é melhor que ajude o grupo em tarefas de preparação, ou fique por exemplo, com a apresentação do roteiro.

Os temas podem e devem ser divididos pelos membros, para efeito de apresentação, mas cada um deve dar conta de um bloco completo de informações devendo-se evitar a forma de jogral onde cada um diz uma frase.


FONTES DE PESQUISA/ESTUDO


O professor tem o dever de orientar os alunos quanto aos tópicos e a uma bibliografia básica, inclusive onde o aluno poderá encontrar essa bibliografia. Por sua vez, os alunos devem tomar iniciativa de buscar outras fontes, ler jornais e revistas, visitar home pages, visitar instituições, fazer entrevistas, ou seja, pensar em formas e meios de enriquecer o seu estudo do tema, e não ficar limitado a apenas executar as sugestões do professor.


O TEMPO


O professor deve organizar o seminário com bastante antecedência, afinal a sua disciplina não é a única, e os alunos não devem deixar para a véspera a preparação do mesmo. Outra questão relacionada com o tempo é a necessidade de planejar a apresentação dentro do tempo estabelecido previamente. É constrangedor ver alunos falando para uma sala vazia porque a aula acabou e ficaram apenas o professor e alguns colegas olhando para o relógio. Ou então, depois de alguns minutos de apresentação o grupo informar que a apresentação acabou deixando a impressão de que o tema não foi suficientemente estudado. É bom lembrar também, no caso de duas ou mais apresentações na mesma aula, que o grupo que vem a seguir deve ter o seu tempo respeitado.
Outra questão relacionada com tempo é a distribuição dos tópicos. Alguns grupos tendem a se estender demais num determinado item do tema, faltando tempo para outros, às vezes mais relevantes. Uma técnica aconselhável para controle do tempo de apresentação é ensaiá-la cronometrando parte por parte.


A APRESENTAÇÃO


No dia da apresentação o grupo deve chegar um pouco mais cedo para preparar a sala, colocar os cartazes, escrever no quadro, checar o vídeo ou o retroprojetor. Afinal, no tempo dado pelo professor não estão incluídos esses preparativos.
Todos os membros devem se colocar de frente para a turma, de forma que não haja dúvida sobre quem são eles. A apresentação deve se iniciar com a identificação (nomes) dos componentes, o nome do tema, que deve também estar escrito no quadro ou num cartaz, assim como o roteiro do seminário. Se o grupo enfrentou alguma situação especial de dificuldade, ou de qualquer natureza deve relatá-la brevemente. O roteiro deve ser respeitado. Durante a apresentação não se deve nunca, jamais:


  • Fazer leitura de texto. leitura de textos é a maneira mais segura de entediar a platéia e garantir a desatenção. Ninguém ouve textos lidos, a não ser frases ou parágrafos curtos e significativos.

  • Apresentar dados numéricos, estatísticos, classificações ou expressões desconhecidas sem o apoio visual do quadro de giz, cartaz, ou transparência. Este tipo de informação, quando apresentada apenas oralmente, tende a ser imediatamente esquecida ou confundida.

  • Apresentar cartazes ou transparências em letras muito pequenas e ilegíveis. Recomendas-se para transparências a fonte Arial, tamanho mínimo 14, em negrito, e os cartazes podem ser testados colocando-se numa distância correspondente ao fundo da sala de aula. Não se deve colocar textos longos nesses dois recursos visuais. Não é essa a sua função.

  • declarar para o grupo que está nervoso não ajuda, piora a situação. Procurar se envolver psicologicamente no tema apresentado e pensar que seus colegas não têm performances muito melhores ajudam mais do que ficar repetindo "estou tão nervoso..."

  • Decorar a fala, o texto, é um recurso que chega a expor o apresentador ao ridículo. A não ser que ele tenha uma capacidade teatral de parecer natural ao repetir a decoreba. O ideal é que o aluno compreenda as idéias estudadas e as apresente numa fala espontânea.

  • Substituir a apresentação por um vídeo ou um palestrante convidado não é correto. A apresentação deve ser um produto do trabalho do grupo e não a apropriação de um trabalho feito por outros.

  • Os vídeos ou palestrantes devem ocupar apenas uma parte do tempo, quando este for suficiente.

  • Não invadir o tema de outro grupo. Às vezes um grupo ignora que outro grupo deverá falar sobre um tema correlato e antecipa as informações causando problemas.


ANTES E DEPOIS DA APRESENTAÇÃO


  • Avisar ao professor para fazer a reserva de vídeo, retroprojetor, data-show ou auditório com antecedência. Caso contrário, corre-se o risco de não conseguir o equipamento.

  • Se quiser uma avaliação mais detalhada que a nota, perguntar ao professor o que ele achou da apresentação em público ou em particular.


ALGUMAS SUGESTÕES:


  • Selecionar informações relevantes sobre o tema. Não se pode gastar tempo com detalhes sem importância ou informações que não têm nenhuma utilidade na compreensão do assunto.

  • Assegurar-se da correção das informações. O grupo pode se expor ao constrangimento de ser corrigido pelo professor ou até mesmo pelos colegas ao passar informações equivocadas.

  • As dramatizações, danças, expressões corporais e outros recursos não convencionais enriquecem a apresentação e garantem a atenção da turma. Entretanto, é importante lembrar, que a forma não pode minimizar ou ignorar o conteúdo.

  • Reservar sempre um tempo no final da apresentação para perguntas e comentários. Vivemos numa época em que a interação e o diálogo são indispensáveis.


1 Estratégia de Ensino Aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 1986.

2 Gerir, v. 6, n.14, p.13, julho/2000.


FONTE DIGITAL:http://www.faced.ufba.br/~dacn/seminario.htm

domingo, 25 de abril de 2010

Aprenda definitivamente a usar a vírgula com 4 regras simples

A vírgula é um dos elementos que causam mais confusão na língua portuguesa. Pouca gente sabe ao certo onde deve e onde não deve usá-la. O motivo disso é bem simples: sempre nos ensinaram do jeito errado!

Você deve lembrar da sua professora falando coisas como “a vírgula é usada para indicar pausa”, “prestem atenção em como vocês falam, quando tiver pausa, usem vírgula”. Isso é besteira, pois cada um de nós fala de um jeito diferente, usa pausas diferentes e, basicamente, decide como quer falar.

Mas não podemos simplesmente decidir onde vai e onde não vai vírgula. Ela tem poder demais para ser arbitrária.

1. Use a vírgula para separar elementos que você poderia listar

Veja esta frase:

João Maria Ricardo Pedro e Augusto foram almoçar.

Note que os nomes das pessoas poderiam ser separados em uma lista:

Foram almoçar:

  • João
  • Maria
  • Ricardo
  • Pedro
  • Augusto

Isso significa que devem ser separados por vírgula na frase original:

João, Maria, Ricardo, Pedro e Augusto foram almoçar.

Note que antes de “e Augusto” não vai vírgula. Como regra geral, não se usa vírgula antes de “e”. Há um caso específico que eu explico daqui a pouco. Um outro exemplo:

A sua fronte, a sua boca, o seu riso, as suas lágrimas, enchem-lhe a voz de formas e de cores… (Teixeira de Pascoaes)

2. Use a vírgula para separar explicações que estão no meio da frase

Explicações que interrompem a frase são mudanças de pensamento e devem ser separadas por vírgula. Exemplos:

Mário, o moço que traz o pão, não veio hoje.

Dá-se uma explicação sobre quem é Mário. Se tivéssemos que classificar sintaticamente o trecho, seria um aposto.

Eu e você, que somos amigos, não devemos brigar.

O trecho destacado explica algo sobre “Eu e você”, portanto deve vir entre vírgulas. A classificação do trecho seria oração adjetiva explicativa.

3. Use a vírgula para separar o lugar, o tempo ou o modo que vier no início da frase.

Quando um tipo específico de expressão — aquela que indica tempo, lugar, modo e outros — iniciar a frase, usa-se vírgula. Em outras palavras, separa-se o adjunto adverbial antecipado. Exemplos:

Lá fora, o sol está de rachar!

“Lá fora” é uma expressão que indica “lugar”. Um adjunto adverbial de lugar.

Semana passada, todos vieram jantar aqui em casa.

“Semana passada” indica tempo. Adjunto adverbial de tempo.

De um modo geral, não gostamos de pessoas estranhas.

“De um modo geral” é sinônimo de “geralmente”, adjunto adverbial de modo, por isso vai vírgula.

4. Use a vírgula para separar orações independentes

Orações independentes são aquelas que têm sentido, mesmo estando fora do texto. Nós já vimos um tipo dessas, que são as orações coordenadas assindéticas, mas também há outros casos. Vamos ver os exemplos:

Acendeu um cigarro, cruzou as pernas, estalou as unhas, demorou o olhar em Mana Maria. (A. de Alcântara Machado)

Nesse exemplo, cada vírgula separa uma oração independente. Elas são coordenadas assindéticas.

Eu gosto muito de chocolate, mas não posso comer para não engordar.

Eu gosto muito de chocolate, porém não posso comer para não engordar.

Eu gosto muito de chocolate, contudo não posso comer para não engordar.

Eu gosto muito de chocolate, no entanto não posso comer para não engordar.

Eu gosto muito de chocolate, entretanto não posso comer para não engordar.

Eu gosto muito de chocolate, todavia não posso comer para não engordar.

Capiche? Antes de todas essas palavras aí, chamadas de conjunções adversativas, vai vírgula. Pra quem gosta de saber os nomes (se é que tem alguém), elas se chamam orações coordenadas sindéticas adversativas. (medo!)

Agora só faltam mais duas coisinhas:

Quando se usa vírgula antes de “e”?

Vimos aí em cima que, como regra geral, não se usa vírgula antes de “e”. Tem só um caso em que vai vírgula, que é quando a frase depois do “e” fala de uma pessoa, coisa, ou objeto (sujeito) diferente da que vem antes dele. Assim:

O sol já ia fraco, e a tarde era amena. (Graça Aranha)

Note que a primeira frase fala do sol, enquanto a segunda fala da tarde. Os sujeitos são diferentes. Portanto, usamos vírgula. Outro exemplo:

A mulher morreu, e cada um dos filhos procurou o seu destino (F. Namora)

Mesmo caso, a primeira oração diz respeito à mulher, a segunda aos filhos.

Existem casos em que a vírgula é opcional?

Existe um caso. Lembra do item 3, aí em cima? Se a expressão de tempo, modo, lugar etc. não for uma expressão, mas sim uma palavra só, então a vírgula é facultativa. Vai depender do sentido, do ritmo, da velocidade que você quer dar para a frase. Exemplos:

Depois vamos sair para jantar.
Depois, vamos sair para jantar.

Geralmente gosto de almoçar no shopping.
Geralmente, gosto de almoçar no shopping.

Semana passada, todos vieram jantar aqui em casa.
Semana passada todos vieram jantar aqui em casa.

Note que esse último é o mesmo exemplo do item 3. Vê como sem a vírgula a frase também fica correta? Mesmo não sendo apenas uma palavra, dificilmente algum professor dará errado se você omitir a vírgula.

Não se usa a vírgula!

Com as regras acima, pode ter certeza de que você vai acertar 99% dos casos em que precisará da vírgula. Um erro muito comum que vejo é gente separando sujeito e predicado com vírgula. Isso é errado, e você pode ser preso se for pego usando!

Jeito errado:

João, gosta de comer batatas.

Alice, Maria e Luíza, querem ir para a escola amanhã.

Jeito certo:

João gosta de comer batatas.

Alice, Maria e Luíza querem ir para a escola amanhã.

Exercício sobre vírgula e pontuação

O seu Alfredo estava já no fim da vida e escreveu seu testamento. Infelizmente, ele esqueceu da pontuação, e o texto ficou assim:

Deixo minha fortuna a meu sobrinho não à minha irmã jamais pagarei a conta do alfaiate nada aos pobres

Reescreva o testamento 4 vezes, de forma que em cada uma delas você deve dar a herança pra alguém diferente. Você pode usar qualquer sinal de pontuação, mas não pode mudar as palavras.

fonte: www.portuguesfacil.net