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sexta-feira, 15 de julho de 2016

A PROSA DAS CAVEIRAS



A PROSA DAS CAVEIRAS

No velho condomínio São Bento
Meia noite e meia
Duas caveiras proseiam
Sobre assuntos banais, coisas passageiras

Menina, no velório tá uma choradeira
O presunto era bem famoso na gafieira
Vai deixar saudades na noite brejeira
E muita cama fria de viúva e solteira

Azar dos vivos, loteria dos mortos!
Cadáver vistoso, cheio de vermes viscosos
Agora é nosso! Nosso não! Eu vi primeiro!

Vermes não devoram sonhos
Vontades a morte não enclausura
Desejos não têm sepultura

CEMITÉRIOS



CEMITÉRIOS

Para muitos é mero repositório
de resíduos, saudades, lamentos e tormentos humanos
Para outros, memorial de tristeza profunda e insana
Mas para mim, tem função divina e profana

Jaz sobre os ossos fértil terra
Para sombria e reluzente imaginação
Para muitos o fim, pra mim, só o início
Do primeiro dia da criação

Como Shelley, ando pelas tumbas, profanando histórias
Coletando e costurando pedaços, misturando memórias
Como Quixote, vejo moinhos de vento virar gigantes

Com o sopro de minha tinta e a lira de minha voz
Tal qual Orfeu, recupero de Hades a vida subtraída
E desta vez será imortal, jamais restará corroída.

EFÊMERA EPIFANIA



EFÊMERA EPIFANIA

Quando as veias de minha fronte
engrossaram, estufaram, saltaram...
quando a última gota de vinho
chegou ao gargalo... pensei

Seria stress somente
ou seria a foice da morte
roçando minha mente
dizendo que nada é pra sempre?

A vida é curta demais pra soltar pião
Longa demais pra ganhar o pão
Insuficiente demais para a degustação

Que cada minuto não seja em vão
Se não for prazer, que seja lição
Há muito a viver, não há tempo pra lamentação

quarta-feira, 13 de julho de 2016

NEOFEUDALISMO


NEOFEUDALISMO

Com bela retórica e eloquentes discursos vazios
Eles acenam, dão sorrisos, beijam crianças e vão tecendo fios
Prometem ambrosia, néctar e, do Olimpo, a sagrada chama
Pedindo em troca apenas um voto de nossa confiança!

Porém, depois da eleição, parasitas corroem a nação!
Arrancam o nosso fígado, roubam a esperança, estrangulam crianças.
Nos dão as costas, só enxergam o próprio umbigo fedendo a bosta!
Prometeu se apagou, só sobraram Dorian Gray, Fausto e Narciso.

E agora Narciso se afoga de vez
em um mar de lama
e estupidez

Esta estirpe maldita
que o povo elegeu
reedita o sistema feudal outra vez.

AS GÓRGONAS DE POMPEIA


AS GÓRGONAS DE POMPEIA

É difícil respirar
em uma atmosfera
onde um bando de feras
vivem a conspirar

É difícil realizar
em um lago mergulhar
onde um bando de porcos
vivem a chafurdar

Górgonas petrificam egrégoras
Corações, intenções, instituições viram pedras
Tudo vira massa, número, título e moeda

Heróis míticos, inimigos reais
Onde estão Perseu, Hércules e Ulisses?
Nas sombras celulares cortejando o apocalipse


(* aos neossenhores feudais que o povo elegeu)

terça-feira, 12 de julho de 2016

RECEITA PARA CORTAR TRISTEZA


(foto: cemitério São Bento 2016 - acervo pessoal)



RECEITA PARA CORTAR TRISTEZA

Cortar o corpo para sarar a alma perdida
Nada adianta esta empreitada lida.
Engana-se quem se faz de velha parca desfiando tendões
Tentando, assim, com dores, aplacar abertas feridas

Decretar morte ao corpo, extinguindo a vida
Destruir o concreto para eliminar o abstrato
Matar o amigo para atingir o inimigo, ações vãs!
Sangrias não levam à Shangri-Lá! Nem a doces maçãs!

O único meio é alterar a vibração, a frequência
É transformar a dor em arte, mudar melodias, cadências
Inverter polaridades, preencher de amor as ausências

Pegue, então, tua tristeza, fúria ou rancor
Jogue-os no papel com as tintas do rio Lete
E tuas lágrimas transformar-se-ão no sorriso de Pigmalião.


*para meus shining students

quarta-feira, 1 de junho de 2016

FOGO NA CAUDA, FOGO NO RABO! (PEÇA DE TEATRO INFANTO-JUVENIL)

Certo dia, um grande incêndio ameaça a floresta de Aracoara. Um bando de desordeiros inflamáveis, liderados por FOGUINHO, FOGUEIRA e FOGARÉU atacam sem piedade o reino vegetal, que pede desesperadamente por socorro. Uma formiga, membro do reino animal, tenta ajudar e formar uma equipe de força-tarefa para apagar o incêndio. Mas, será que os outros animais estão dispostos a ajudar a corajosa formiga? Será que os outros animais têm consciência da dimensão do problema? Será que o fogo será eliminado antes que destrua toda a floresta? Leia mais esta aventura, escrita por André Luiz Raphael (Profirmeza - Monge Ocidental - Buena Muerte), autor de "Shakespirando", e descubra qual será o desfecho desta surpreendente história!!!

FOGO NA CAUDA, FOGO NO RABO!
(PEÇA INFANTO-JUVENIL DE ANDRÉ LUIZ RAPHAEL - PROFIRMEZA)

PERSONAGENS:

FADA ESPERANÇA
FADA PERALTA
FORMIGA
DONA FLOR
DONA ÁRVORE
FOGUINHO
FOGUEIRA
FOGARÉU
BORBOLETA
SAPO (SAMBA LELÊ)
ELEFANTE
CIGARRA
LEÃO
GATO
CORUJA

CENÁRIO: Ambiente e iluminação que representem uma floresta ao longo de um dia.

Entram as duas fadas juntas e de mãos dadas, param no centro do palco e com voz solene começam a conversar com a plateia.

FADA ESPERANÇA: Olá queridos amigos! Eu sou a fada “Esperança”. E vim aqui hoje para contar a todos uma história para inspirar e mostrar a importância da...

FADA PERALTA: Da bagunça e da palhaçada! Eh! Eh! Eeeeeeeh!

FADA ESPERANÇA: Não fada “Peralta”! Eu iria dizer a importância da união e da cooperação para resolver problemas.

FADA PERALTA: Ah tá! Conta aí então! Eu quero ouvir! Eu quero ouvir! Eu quero ouvir também!

FADA ESPERANÇA: Tá bem! Tá bem! Mas faz silêncio pra eu poder contar, tá boooooom!

FADA PERALTA: (balançando a cabeça afirmativamente) Sim! Sim! Sim!

FADA ESPERANÇA: Certa vez na floresta de Aracoara, não se sabe como, um grande incêndio começou...

(As fadas saem de cena. Entra dona Flor e dona Árvore e se posicionam no palco.)

DONA FLOR: Nossa, tá sentindo um cheiro estranho?

DONA ÁRVORE: Tô sim! Parece cheiro de coisa queimando!

(Entram os personagens que representam o incêndio: FOGUINHO, FOGUEIRA e FOGARÉU)

FOGUINHO / FOGUEIRA / FOGARÉU: Vamos queimar tudo! Vamos! Vamos! Vamos queimar tudo! Vamos! Vamos! Vamos queimar tudo, isto vai virão carvão! (paródia de “Vamos quebrar tudo”).

DONA FLOR: Sai pra lá, seus malvados!

DONA ÁRVORE: Fora daqui, seus arruaceiros!

FOGUINHO: Não saio! Daqui ninguém me tira! Lero, lero!

FOGUEIRA: Vou incendiar tudo! Ah! Ah! Ah!

FOGARÉU: É isso aí! As floresta pira, morô, baby?!

DONA FLOR: Oh meu Deus! E agora? Quem poderá nos ajudar?

DONA ÁRVORE: Agora é que a onça vai beber água! Agora é que a vaca vai pro brejo!

DONA FLOR: Nossa! Que grande ideia, dona Árvore! Vamos chamar a bicharada e eles vão trazer bastante água para apagar o fogo deste incêndio sem educação! Então vamos gritar!

DONA ÁRVORE / DONA FLOR: Socorro! Socorro! Fogo! Fogo!

(Entra a formiga preocupada com os gritos de socorro)

FORMIGA: Que foi? Que foi gente?

FOGUINHO / FOGUEIRA / FOGARÉU: Affffff! Olha o cisco que entrou em cena! KKKKKKK!

DONA ÁRVORE: Nossa! Chamei uma onça e veio uma formiga! Mereço!

DONA FLOR: Não subestime os bichinhos, dona Árvore. Toda ajuda é importante.

FORMIGA: E aí pessoal? Em que posso ajudar?

DONA ÁRVORE: Tá pegando fogo aqui! Socorro!

FOGUINHO: É nóis! É nóis no incêndio!

FOGUEIRA: S2! Olha a selfie de chamas! Click!

FOGARÉU: # ( Rashtag) incêndio, morô!?

FORMIGA: Ai meu Deus! Que posso fazer? Pensa formiga! Pensa formiga!

DONA ÁRVORE: Cara formiguinha querida, posso dar uma sugestão?

FORMIGA: Claro que pode, dona Árvore.

DONA ÁRVORE: VÁ BUSCAR ÁGUA JAAAAÁ! Socorro! Socorro!

FORMIGA: Ah, tá bom! Tá bom! Já vou! Ô plantinha esquentada!

DONA FLOR: Ai o fogo tá se aproximando! Ahhh! Socorro!(DONA ÁRVORE e DONA FLOR correm para fora de cena. Em seguida, FOGUINHO, FOGARÉU e FOGUEIRA Correm atrás deles deixando a FORMIGA sozinha no palco).

FORMIGA: Meu! Este fogo está “bem lôco”! Sozinha vai ser difícil apagar este incêndio. Preciso de ajuda. Mas quem?

(Nisto entra a BORBOLETA e cumprimenta a FORMIGA)

BORBOLETA: Oi Dona Formiga, tudo beeeeeeem!

FORMIGA: Ah, oi dona Borboleta! Que bom que você apareceu (trocam beijos no ar).

BORBOLETA: Por que colega?

FORMIGA: Tá pegando fogo na floresta e eu preciso de ajuda pra buscar água pra apagar o fogaréu. Você poderia me ajudar?

BORBOLETA: Olha amiga, eu adoraria, mas estou indo para a cozinha fazer chocolate para madrinha. Agora não posso. Tô com visita em casa. Beijos. Fui.

(Borboleta sai quase correndo de cena. Ou seja: anda apressadamente para fora do palco)

FORMIGA: Espera, espera! É urgente! É importante! Ai e agora? Ah, tá vindo o sapo Samba Lelê. Tenho certeza que ele não vai me negar ajuda.

SAPO: E aí Formis?! Firmeza?!

FORMIGA: E aí sapitcho querido?! Será que você poderia me ajudar a pegar água para apagar um incêndio na floresta?

SAPO: Sabe que que é? Eu tô doente! Tô com a cabeça quebrada! Preciso ir ao médico urgente! Vou ficar devendo... (sapo fica disfarçando, fingindo e se afastando) Da próxima vez eu vou!

FORMIGA: Mas, mas, mas...

SAPO: Tchau querida!

(Sapo sai de cena)

FORMIGA: (Remendando e imitando o sapo com caretas) “Da próxima vez! Da próxima vez!”, hunf! Da próxima vez, só vai ter cinza pra limpar! (Vendo o elefante que entra em cena) Oba, o seu elefante vem vindo! Agora o incêndio já era! Com aquela tromba, ele vai apagar o fogo numa tacada só! Ô, seu elefanteeeee!

ELEFANTE: Que foi amiga formiga? Por que tanta agitação?

FORMIGA: Está pegando fogo na floresta e eu preciso de ajuda para apagar o incêndio, você poderia me ajudar com a água?

ELEFANTE: Sinto muito, mas eu não vou!

FORMIGA: Mas por que não, amigão?

ELEFANTE: Por quê? Por quê? Ora por quê? Todo mundo fica cantando “um elefante incomoda muita gente, dois elefantes incomodam muito mais!” E agora querem minha ajuda! Também agora eu não vou!

FORMIGA: Mas seu elefante, é por uma boa causa! É para ajudar a floresta e os animais!

ELEFANTE: Eu quero que os animais se mordam! Que eles vão comer formiga! (Em outro tom) Sem ofensa, amiga! Não vou! Não vou! Não vou! Entendido! Adeus!

FORMIGA: Peraí, seu elefante! Tira o ódio de seu coração! Olha o rancor! Faz mal pro fígado, hein! Olha a reforma íntima! Olha a tolerância! Ih, já era! Foi embora! E agora?! Daqui a pouco, só vão sobrar o toco das árvores.

CIGARRA: Cantei! Cantei! Como é bom cantar assim! Zi! Zi! Zi!

FORMIGA: Que felicidade, hein, dona Cigarra? Que energia! Que animação! Gostei de ver!

CIGARRA: Quem canta seus males espanta!

FORMIGA: Que bom! Tô precisando de alguém animado para me ajudar a apagar um incêndio na floresta, será que você poderia me ajudar a apagar o fogo?

CIGARRA: Colega, gostaria muito, mas estou me preparando para o THE VOICE BRASIL e não posso! Aliás, sofro de renite aguda e a fumaça pode estragar minha linda voz.

FORMIGA: Se você não ajudar agora não vai ter palco, nem floresta pra morar. Se você ficar cantando agora, vai é dançar nas labaredas do incêndio depois.

CIGARRA: Sempre gostei do calor da plateia. E, diferentemente de você, eu posso voar e fugir.

FORMIGA: Ô sem noção! Este calor pode matar! E mesmo que você fuja, e depois? Onde vai ficar? Onde vai morar? Incêndio não é brincadeira!

CIGARRA: Olha a conversa está boa, mas eu preciso arrumar minhas malas e embarcar logo em minha turnê. Nem morta eu vou perder esta oportunidade!

FORMIGA: Como assim “a conversa está boa”? Não tá nada bem não! Você ouviu alguma coisa que eu te falei?

CIGARRA: Bye, bye, Formiga! So long!

(Solta o cabelo e vai saindo de cena).

FORMIGA: Ei espere! Espere! Deixa ela vir bater em minha porta pra pedir açúcar emprestado. Vou dar é uma tigela de carvão pra ela. (Respirando fundo) Tonta. (Mudando de expressão de zangada para preocupada) E agora?! Que vou fazer?!

LEÃO: ROARRRR!

FORMIGA: (Dá um pulo) Ai que susto!

LEÃO: (Fazendo pose e jogando o cabelo de lado) Gostou da minha entrada triunfal?

FORMIGA: Amei, majestade!

LEÃO: E minha juba, tratada com óleo de jojoba e manteiga de Karité?

FORMIGA: Ai que tuuuuuuudo!

LEÃO: Eu sou demais!

FORMIGA: É, pois é, e muito humilde também né?!

LEÃO: Que disse?

FORMIGA: Nada não! É que eu pisei numa pedrinha pontuda! Ui! Ui! Viu só?

LEÃO: Ah tá. Tome cuidado, ó frágil formiguinha.

FORMIGA: Ô seu Leão.

LEÃO: Diga baby.

FORMIGA: O senhor que é lindo e maravilhoso!

LEÃO: Verdade, verdade! Obrigado.

FORMIGA: O senhor que é forte e corajoso!

LEÃO: (faz pose de halterofilista, fica se achando) Verdade, verdade! Obrigado, obrigado!

FORMIGA: O senhor que é o rei da floresta!

LEÃO: Verdade! Verdade!
FORMIGA: Poderia me ajudar a pegar água para apagar o incêndio da floresta?

LEÃO: Mentira!

FORMIGA: Não, verdade! Um incendiozão assim ó! Tão forte quanto o senhor! E eu preciso de ajuda para apagar o fogaréu. Você não me dá uma força?

LEÃO: Sabe que que é?

FORMIGA: Ih, lá vamos nós de novo! Fala.

LEÃO: É que eu tenho uma alergia terrível a fumaça. Só de pensar, eu já começo a tossir... COF! COF! Viu?! Tá vendo!? Preciso tomar meu antialérgico. Até mais! Beijinho, beijinho! Tchau, tchau!

FORMIGA: Peraê, seu leão! Volte aqui! Volte aqui, por favor!

GATO: Miau!

FORMIGA: Ai que susto!

GATO: Assustado estou eu! Ai se eu pego quem inventou a música “Atirei o pau no gato!”. Ele vai ver só! Hunf!

FORMIGA: O gatinhoooo! Gatinho lindoooo!

GATO: MIAU! QUE QUE VOCÊ QUER?

FORMIGA: Credo que stress, gatinho! Eu só quero fazer uma pergunta.

GATO: Que que é? Desembucha!

FORMIGA: Tá bom. Lá vai: será que você poderia me ajudar a apagar o incêndio da floresta?

GATO: Não!

FORMIGA: Não?! Por quê?

GATO: Se todas as árvores queimarem, não vai ter mais madeira! Sem madeira, ninguém mais vai atirar o pau no gato-to! Simples assim.

FORMIGA: Nossa gatinha, quanto rancor, quanta mágoa. Tire o ódio do seu coração. As árvores e as plantas não têm culpa pelo comportamento dos outros!

GATO: Num quero saber e tenho raiva de quem sabe! E tem mais: Vê se me erra, ô formiga intrometida! Tchau! Partiu gandaia que eu ganho mais! Fui! Tô indo nessa!

(Coruja entra e fica em segundo plano prestando atenção às últimas conversas)

FORMIGA: Ah eu desisto! Ninguém quer me ajudar com o incêndio! Eu não consegui apagar o fogo, mas vou fazer a minha parte! Nem que eu tenha que morrer tentando! Bora apagar o incêndio!

(Sai a formiguinha)

CORUJA: Cool! Cool! Cool! Que coisa triste! A floresta pegando fogo e todo mundo preocupado com o próprio umbigo! Ah, isso não vai ficar assim não! Vou agir agora mesmo! (Tira um apito e começa a apitar).

CORUJA: Pri! Pri! Pri! (Som do apito) Atenção! Venham todos! Venham todos! Reunião! Reunião!

(Entram todos os bichos, menos a formiga e ficam em fila indiana).

SAPO: Que foi? Que foi? Por que tanta bagunça?

CIGARRA: Por que tanto barulho? Tem banda de rock na selva, é?

BORBOLETA: Nossa! Quanto barulho! Que deselegante, gente!

CORUJA: Silêncio todos que o que eu tenho para falar é muito importante!

(Burburinho)

CORUJA: Ca-la-dos!

(Silêncio geral)

CORUJA: Ô pessoal! Vocês não têm vergonha, não!?

LEÃO: Quem? Você está falando de moá?

CORUJA: É! Vocês!

ELEFANTE: Por quê? O que nós fizemos?

CORUJA: O problema não foi “o que fizeram”, foi o que “não” fizeram!

CIGARRA: Mas o que foi que “não” fizemos?

CORUJA: A pobre formiguinha foi pedir ajuda a cada um de vocês para apagar o incêndio na floresta e o que vocês fizeram? Nada! Vocês inventaram mil desculpas e fugiram com covardia! Agora a floresta inteira corre risco!

TODOS: O quê?!

CORUJA: É! E se todos dessem as mãos e trabalhassem juntos, o incêndio seria eliminado. Mas agora, a pobre formiguinha sozinha. Tsc! Tsc! Tsc! Não vai dar conta deste incêndio e provavelmente morrerá queimada!

BORBOLETA: É verdade gente! Erramos feio com a formiga!

CORUJA: Com a formiga não! Vocês erraram feio com vocês mesmos! Pois a floresta é nossa! É nossa casa que está queimando! É nosso habitat que está sendo destruído! Tá pegando fogo na pata, tá pegando fogo na cauda, tá pegando fogo no rabo! E vocês não estão fazendo absolutamente nada! Nada!

SAPO: E o que vamos fazer?

CORUJA: Vamos todos dar as mãos...

LEÃO: (Desesperado e sem noção) E gritar até acabar o fôlego!

TODOS: Não!

LEÃO: (Envergonhado e sem jeito) Foi mal, gente! Que mico!

CORUJA: Vamos todos dar as mãos e ajudar a formiga a apagar este incêndio já! Então vamos! Vamos lá!

(Saem todos do palco. Passa alguém com uma plaquinha escrito: “Algum tempo depois!”. Em seguida, entram os personagens FOGUINHO, FOGUEIRA e FOGARÉU).

FOGUINHO: Socorro! Socorro! Os animais ficaram loucos!

FOGUEIRA: Oh gente nervosa! Jogaram tanta água na gente que eu até me afoguei! Cof! Cof!

FOGARÉU: Buá! Buá! Acabaram com minhas chaminhas! Minhas lindas labaredas! Chuif! Buá! Buá!

FOGUINHO: Vamos embora! Vamos embora! Esta floresta não é mais lugar para nós! Vamos embora!

(Saem de cena. Entram as fadas ESPERANÇA e PERALTA. Sempre de mãos dadas).

FADA ESPERANÇA: E assim, com a ação conjunta de todos, o incêndio foi eliminado e a floresta foi salva da destruição total!

FADA PERALTA: É como diz o “velho-deitado!”

FADA ESPERANÇA: É “velho-ditado”, criatura!

FADA PERALTA: E o que eu disse?

FADA ESPERANÇA: “Velho-deitado!”

FADA PERALTA: E como é?

FADA ESPERANÇA: “Velho-ditado!”

FADA PERALTA: E o que eu disse?

FADA ESPERANÇA: Ah, tá, tá! Chega vai! Fale de uma vez!

FADA PERALTA: É como diz o velho ditado: “Uma andorinha voando sozinha não faz verão!” É preciso união e cooperação!

FADA ESPERANÇA: É preciso caminhar de mãos dadas! Assim é mais fácil resolver qualquer problema.

FADA PERALTA: E encontrar a resposta!

AS DUAS: E encontrar a solução!

(Entram todos os animais e se posicionam no palco em semicírculo aberto para a plateia e então cantaram uma versão parodiada da música “Will you rock you” - Queen).

DE MÃOS DADAS AGORA!
DE MÃOS DADAS AGORA!
SE NA FLORESTA UM INCÊNDIO CHEGAR
FICA DIFÍCIL SOZINHO APAGAR
É PRECISO ESFORÇO E UNIÃO
TODO MUNDO JUNTO
ENTRANDO EM AÇÃO

DE MÃOS DADAS AGORA!
DE MÃOS DADAS AGORA!
DE MÃOS DADAS AGORA!
DE MÃOS DADAS AGORA!

(Ficam em fileira, unem as mãos e cumprimentam a plateia).

Descem as cortinas. Atores saem de cena. Fim da peça.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

CULTURA DO ESTUPRO (soneto)



CULTURA DO ESTUPRO

Na mente de Neanderthais
Qualquer motivo é pretexto
Qualquer decote é convite
Consciência ausente, cio e demência, atos criminais


“Não dói o útero, dói a alma”
E agora argumentos menstruam bocas bossais:
“Quem mandou seduzir, quem mandou provocar?!”
“Quem mandou respirar, quem mandou ser mulher?!”


Prendam suas cabras, que os bodes estão soltos!
Machistas, misóginos, sexistas... ideologias de escrotos!
Mesma idiossincrasia, diferentes esgotos!


E a Cultura que liberta, castrada e restrita está!
Prolifera-se a cultura da bactéria, com sorriso podre de escorbuto,
aclamando a cultura do assédio, praticando a cultura do estupro!



*soneto de André Buena Muerte
** foto: cemitério São Bento / Araraquaara-SP

INFÂNCIA ROUBADA (soneto)


*cemitério São Bento / Araraquara-SP



INFÂNCIA ROUBADA

Asas cortadas, tiradas, perdidas
Infância roubada, abertas feridas
Antes do tempo, menarca ainda
Antes do tempo, tão cedo barriga


Estudo e brinquedo, nem sombra ou hálito
Apelo, desejo, consumo fálico
Família não viu, o corpo cedeu
Mais uma criança fugiu com morpheu


Do ninho saltou, sem asas formadas
Da escola deixou lacunas sangradas
A vida chegou tão cedo do nada

O corpo não segurou, despencou no mar Egeu
Nem semente, nem vida... Agora...
Só resta a ausência “do-eu”.


(Heterônimo/pseudônimo: André Buena Muerte)





domingo, 22 de maio de 2016

SHAKESPIRANDO - ROTEIRO TEATRAL - HOMENAGEM A SHAKESPEARE

SHAKESPIRANDO (PEÇA TEATRAL DE ANDRÉ LUIZ RAPHAEL)

(Escolinha do professor Shakespeare)

De André Luiz Raphael
Personagens:
Professor Shakespeare
Romeu
Julieta
Otelo
Hamlet
Catarina
Petrúchio
Rainha Elizabeth
Dois guardas
Pessoas do coro

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SHAKESPEARE: - Bom dia, classe. Espero que vocês estejam preparados, pois hoje teremos chamada oral e eu não quero nenhuma tragédia no boletim do final da etapa, entendido?

PETRUCHIO: - Sêo Milkshakespeare!

SHAKESPEARE: - É Shakespeare, Petrúquio! Shakespeare!

PETRÚCHIO: - Saúde, professor! Toma mel com limão que a gripe passa.

SHAKESPEARE: - Não Petrúquio! Não foi um espirro! O que eu disse foi a pronúncia correta de meu nome!

PETRÚCHIO: - Pra mim pareceu mais uma pigarreada, seguida de uma catarrada remelenta.

CATARINA: - Ai como você é porco e nojento, Petrúquio.

PETRÚCHIO: - Oh, eu deixei a leve pombinha enjoada?

CATARINA: - Leve demais para um abutre feito você!

CLASSE: - (A cada tirada a faz expressões): Uh! Oh!

PETRÚCHIO: - A pombinha virou uma vespa, é?!

CATARINA: - E cuidado com o meu ferrão!

PETRÚCHIO: - Ferrão a gente arranca!

CATARINA: - Precisa encontrá-lo primeiro!

PETRÚCHIO: - E onde ele fica?

CATARINA: - Na língua!

PETRÚCHIO: - De quem?

CATARINA: - Na sua...

SHAKESPEARE: - Ei! Ei! Vamos parar com este dramalhão mexicano, que o teatro aqui é elisabetano! Posso continuar minha aula!

CLASSE: - Pode professor Shakespeare!

SHAKESPEARE: (Dá uma tossidinha e continua) - Julieta!

JULIETA: - Romeu! Romeu! Romeu! Onde está Romeu!

SHAKESPEARE: - JULIETA! ESCUTE!

SHAKESPEARE: - Não adianta ficar chamando por Romeu. Ele foi para outra turma, pois vocês estavam se dispersando muito durante
as aulas.

JULIETA: - Euuuuuuuuuuuuuuu! Magina!

SHAKESPEARE: - Sim você! E eu posso provar!

JULIETA: - Então prove, ó cruel professor!

SHAKESPEARE: - Pois bem, vamos lá... Quem botou fogo em Roma?

JULIETA: - Olha... em Roma, eu não sei! Mas quando eu olho pra Romeu, ele me faz arder em chamas!

CLASSE: - Ooooooooh!

SHAKESPEARE: - Silêncio! Vamos continuar... Julieta...

JULIETA: - Sim, desalmado professor!

SHAKESPEARE: - Quantos metros cabem em um quilômetro?

JULIETA: - Olha... em um quilometro eu não sei! Mas no meu coração cabe todo o amor de Romeu! Oh Romeu! Cadê você?

SHAKESPEARE: - Viu! Eu não falei! Você só pensa em Romeu!

ROMEU: - Julieta!

JULIETA: - Romeu!

PETRÚCHIO: - Ih, agora lascô! A aula do seo Chico Espirro foi pro brejo!

CATARINA: - Cala a boca, seu neanderthal! Não estraga a cena! Aprenda como se trata uma dama!

PETRÚCHIO: - Pra que? Não tem nenhum dama aqui! Só uma mula manca!

CLASSE: - Ooooooooh!

CATARINA: - Ora seu cavalo!

PETRÚCHIO: - Anta!

CATARINA: - Jumento!

PETRÚCHIO: - Sua capivara!

SHAKESPEARE: - Chegaaaaaaa! (silêncio) Antes que vocês dois citem toda a fauna brasileira! Pra diretoria já!

(Os dois saem brigando e vão dizendo: Tá vendo a culpa foi sua! Foi sua! Sua! Sua! Sua!)

E olhando para Romeu e Julieta...

SHAKESPEARE: - Vocês dois também!

ROMEU: - Eu só vou se Julieta for comigo!

JULIETA: - E eu só vou se Romeu for comigo!

SHAKESPEARE: - Isso mesmo! Vão os dois! Sumam da minha frente!

(Os dois saem felizes e saltitantes – o coro canta a música de Romeu e Julieta).

SHAKESPEARE: - Ai! Ai! Que dureza! Bem, vamos lá! Senhor Hamlet!

HAMLET: - Ser ou não ser: eis a questão! Estudar ou colar! Fazer a lição!

SHAKESPEARE: - Olha, senhor Hamlet, não me venha com esta conversinha mole de loucura não! E tem mais: aquela história que seu pai morreu e só fala com você e com mais ninguém também não colou não! Na próxima reunião de pais eu quero conversar com ele, entendeu. Quero conversar com ele! Nem que tiver que invocá-lo em um terreno de umbanda, entendido! Seu boletim revela que há algo podre no reino da Dinamarca!

HAMLET: - Sim, senhor! Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia!

SHAKESPEARE: - Tá! Tá! Sem devanear Hamlet! Responda sem enrolar! Você fez a pesquisa que eu pedi?

HAMLET: - Sim, claro que fiz, milorde! (mudando de tom) Sobre o que era mesmo?

SHAKESPEARE: - Olha eu não devia, mas vou te ajudar! A pesquisa era sobre um ditador tirano que governava a Alemanha durante a segunda guerra mundial! Quem era ele?

HAMLET: - Mestre, sei exatamente de quem você está falando!

SHAKESPEARE: - Pois bem, então diga!

HAMLET: - Você está falando do meu tio Claudius! Aquele pilantra!

SHAKESPEARE: - Não! Claro que não! Estou falando de Hitler da Alemanha nazista!

HAMLET: - Sim, isto mesmo! Hitler é um dos capangas de meu tio Claudius e a Alemanha era colônia da Dinarmarca!

SHAKESPEARE: - Oh Hamlet! Você é muito cara-de-pau, né mesmo! Tentando me enrolar! Onde você fez esta pesquisa?

HAMLET: - Pesquisei na mais completa biblioteca do mundo! A biblioteca da Dinamarca!

SHAKESPEARE: - Ah é da Dinamarca né!

HAMLET: - Sim senhor! Da Dinamarca! E então! Qual é a minha nota?

SHAKESPEARE: - Que bom que você perguntou! Então, eu vou enviar a tua nota pra biblioteca da Dinamarca! E enquanto ela não chega, você pode ficar com a nota zero!

HAMLET: - Oh... Fragilidade teu nome é professor! Que ao invés de me 10 dar só me dá zero!

SHAKESPEARE: - Bem continuando...

HAMLET: - Mestre! Lembrei-me de algo importante!

SHAKESPEARE: - Pois então… diga homem!

HAMLET: - Posso ir ao banheiro!

SHAKESPEARE: - (Silêncio) Será que sobrou um pouco daquele veneno que seu tio pingou no ouvido de seu pai, Hamlet!

HAMLET: - Creio que sim, profs. Por quê?

SHAKESPEARE: - Pra eu pingar na sua merenda!

HAMLET: - Oh!

SHAKESPEARE: - Vá ao banheiro Hamlet! Vá!
(Hamlet sai.)

SHAKESPEARE: - Ai! Ai! É cada um que me aparece! Bem, mas vamos lá!

SHAKESPEARE: - Otelo!

OTELO: - Yes, sir! (Faz posição de sentido)

SHAKESPEARE: - Descansar soldado!

OTELO: - Obrigado!

SHAKESPEARE: - Então, senhor Otelo. Fiquei sabendo que o senhor recentemente se casou.

OTELO: - É verdade senhor.

SHAKESPEARE: - Parabéns!

OTELO: - Obrigado novamente senhor!

SHAKESPEARE: - Mas Otelo, agora mesmo conte um pouco sobre o Minotauro!

OTELO: - Por que o senhor está me perguntando sobre o Minotauro? É por um acaso algum tipo de indireta? O senhor está tentando me dizer algo? O senhor está me chamando de corno? Diga professor! Não me esconda nada! Já sei! Minha mulher está me traindo? Ah, eu sabia! Eu sabia! Bandida! Bandida!

SHAKESPEARE: - Calma Otelo! Calma! Sem paranoia! Foi apenas uma pergunta sem propósito. Só queria saber se você estudou o conteúdo sobre mitologia grega! Perguntei sobre o minotauro, mas poderia muito bem ter perguntado sobre os sártiro, os faunos e outros seres encantados!

OTELO: - Você quer dizer outros chifrudos, né!

SHAKESPEARE: - É... digo nãããõ!

OTELO: - Eu vou matar aquela ingrata!

SHAKESPEARE: - Calma Otelo! Esfria sua cabeça! Você está tendo um ataque de ciúme! Este lance de chifre, é algo coisa que colocam na sua cabeça.

OTELO: - Ah, eu vou matá-la! Vou mata-la! (E sai correndo).

SHAKESPEARE: - Espera aí, Otelo! Volte! Ah meu Deus! Isto vai dar “Cidade alerta”! (Em outro tom) Mereço! Mereço! Eu devo ter colocado chiclete no saiote da rainha Elizabeth! Só pode!

Entra a rainha e dois guardas

RAINHA ELIZABETH: - Você fez o quuuuuuê!?

SHAKESPEARE: - Majestade!

RAINHA ELIZABETH: - Então foi você, seu cachorro!

SHAKESPEARE: - Milady, foi apenas uma força de expressão! Uma expressão figurada!

RAINHA ELIZABETH: - Eu vou te mostrar a força de expressão! Guardas levem-no para a masmorra!

(Os guardas seguram Shakespeare pelo braço e o tiram de cena)

SHAKESPEARE: - Foi só uma expressão! Foi linguagem figurada! Socorro! Socorro! Socorro!

RAINHA ELIZABETH: - A aula acabou! Palmas pra mim, por favor! Obrigada! Obrigada! Agora circulando! Todo mundo pra casa, senão! Já sabem! Tem bastante espaço na minha masmorra resort! E tenho dito! Adeus! (e sai de cena com o nariz empinado).

Fim da peça

sábado, 6 de fevereiro de 2016

PROJETO EGRÉGORA: REFLEXÃO SOBRE PARADIGMAS

PROJETO EGRÉGORA: REFLEXÃO SOBRE PARADIGMAS. Leia os trechos do livro "O monge e o executivo" e depois reflita.


PROJETO EGRÉGORA: REFLEXÃO SOBRE O PODER E A AUTORIDADE NAS RELAÇÕES HUMANAS

PROJETO EGRÉGORA: a relação professor-aluno pode ser pautada no poder ou na autoridade. Qual é a melhor opção? Leia este trecho extraído da obra "O monge e o executivo" e tire suas próprias conclusões. Namastê!


Fonte: "O monge e o executivo" (James C. Hunter)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

PROJETO EGRÉGORA: REFLEXÃO SOBRE TRECHO DO LIVRO "O MONGE E O EXECUTIVO" (JAMES C. HUNTER)

PROJETO EGRÉGORA: refletindo sobre ruídos e falhas de comunicação com trecho da obra "O monge e o executivo" (James C. Hunter) - pág. 36

Você sabe ouvir seus interlocutores? O ato de ouvir é imprescindível para o êxito de qualquer encontro, reunião, etc. No ato de ouvir reside a morada da compreensão. Acompanhe o trecho.


Referência bibliográfica:

HUNTER, James. O monge e o executivo: uma história sobre a essência da liderança / James C. Hunter [tradução de Maria da Conceição Fornos de Magalhães]. - Rio de Janeiro: Sextante, 2009.

PROJETO EGRÉGORA: REFLEXÕES SOBRE TRECHO DA OBRA "OS DRAGÕES DO ÉDEN" DE CARL SAGAN

Projeto Egrégora: reflexões para afugentar a solidão pedagógica

Inspirado na mesma ideia do pessoal do Gepec (Grupo de terça), vou, a partir de hoje, postar também minhas "pipocas pedagógicas" e reflexões sobre teorias, cursos, práticas e leituras com o intuito de articular discussões e enriquecimento de saberes com quem queira compartilhar experiências, práticas e conhecimentos na web. Quando lemos um livro, a informação fica contida em nós, na nebulosa de nossos pensamentos, em profunda e potente solidão. Entretanto, quando executamos a ação de dialogar e trocar informações com nossos pares, ou com quem quer que seja, ocorre um verdadeiro "Big Bang" do conhecimento, promovendo interação e união entre os seres. E esta energia pode criar e emancipar todo um universo de ações, respostas e possibilidades transformadoras.

Primeira pipoca pedagógica reflexiva: trecho do livro "Os dragões do Éden" (Carl Sagan) - pág. 27.

Neste livro bacana, Carl Sagan menciona uma série de experiências do psicólogo americano Mark Rosenzweig, da universidade da Califórnia, em Berkeley, sobre a influência do ambiente no desenvolvimento do cérebro de camundongos. Os resultados são interessantes! Será que tais resultados surtiriam efeitos no reino humano? Confira o trecho do livro.


Referência bibliográfica:

SAGAN, Carl. Os dragões do Éden: especulações sobre a evolução da inteligência humana / Carl Sagan; tradução de Dr. Sergio Augusto Teixeira e Maria Goretti Dantas de Oliveira. - Rio de Janeiro: F. Alves, 1983.